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Chefe da Casa Civil e Vice-Governador procuram o Sintero para discutir a greve

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SINTERO, 19/02/2018 23h43

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Desde que foi anunciada a decisão da categoria de entrar em greve, o governo vem fazendo tentativas de esvaziar o movimento.

Na segunda-feira, dia 19/02, pela manhã a direção do Sintero recebeu uma ligação telefônica do secretário Chefe da Casa Civil, Emerson Castro, que manifestou interesse em conversar imediatamente com a presidente do sindicato, Lionilda Simão.

Foi respondido que o Sintero não aceita conversa com um diretor ou uma diretora isoladamente. Reuniram-se, então, os diretores que estavam no sindicato naquele momento para conversar com o secretário.

Participaram da reunião a presidente Léo e os diretores Manoel Rodrigues (secretário de Finanças), Dioneida Castoldi (secretária Geral) e Maria de Fátima Ferreira Rosilho, a Fatinha (secretária de Política Social e Saúde do Trabalhador).

Na reunião com o secretário Emerson Castro, a direção do Sintero reiterou os problemas enfrentados pela categoria, já relatados em reuniões anteriores, e argumentou que quer dialogar diretamente com o governador Confúcio Moura, pois a MENP só tem atuado no sentido de negar o atendimento de reivindicações.

Emerson Castro respondeu que o governador vai deixar o cargo em abril, e por isso não vai tomar nenhuma decisão sem antes conversar com o vice-governador, Daniel Pereira, que assumirá o cargo. Os diretores do Sintero, então, pediram uma audiência com o vice-governador Daniel Pereira.

Poucas horas depois a direção do Sintero recebeu outra ligação telefônica informando que o vice-governador gostaria de vir pessoalmente ao sindicato conversar com a diretoria.

Por volta das 18 horas da segunda-feira, dia 19/02, Daniel Pereira chegou ao Sintero acompanhado do presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Maurão de Carvalho (PMDB), onde se reuniu com a presidente Lionilda Simão e com os diretores José Augusto (Organização), Dioneida Castoldi (secretaria Geral), Francisca Diniz (Assuntos Educacionais), Rosenilda Ferreira de Souza Silva (Gênero e Etnia), Antônio Alves Ferreira, o Ferreirinha (Funcionários de Escolas) e Maria de Fátima Ferreira Rosilho, a Fatinha (Política Social e Saúde do Trabalhador), além de diretores da Regional Norte.

Na ocasião os diretores do Sintero relataram toda a situação, os embates com a MENP, a defasagem salarial, os problemas com o projeto Gênesis, a demora na tramitação dos processos de aposentadoria, e reiteraram o Plano de Valorização dos trabalhadores em educação, apresentado ao governo ainda em dezembro de 2017.

A direção do sindicato repassou ao vice-governador a informação prestada pelo secretário Chefe da Casa Civil, de que o governador Confúcio Moura não quer tomar nenhuma decisão sem antes conversar com seu substituto, alegando questão de ética.

Daniel Pereira disse que, como vice-governador, nunca foi chamado para as reuniões entre o Sintero e o governo, e desde o início do governo se colocou na posição de não interferir na administração do titular, Confúcio Moura.

Daniel Pereira e Maurão de Carvalho ficaram “surpresos” ao tomarem conhecimento da situação dos trabalhadores em educação. Não conseguiram explicar como existe servidor que há 10 anos aguarda a tramitação do processo de aposentadoria.

Também causou “surpresa” ao vice-governador e ao presidente da Assembleia Legislativa os prejuízos gerados pelo projeto Gênesis na lotação de servidores, o que tem desestabilizado muitas escolas.

A presidente do Sintero destacou que não é contra a reorganização e a modernização, mas quando a mudança mexe com a vida dos profissionais, eles precisam ser ouvidos. Observa-se que o governo está copiando programas de outros estados que podem dar certo em outras realidades, como o projeto Gênesis, mas que não está de acordo com as peculiaridades de Rondônia.

O Sintero está acompanhando a situação, e logo no início da implantação a direção do sindicato procurou a Seduc. Na ocasião, foi dito que esse sistema não traria nenhum prejuízo aos servidores. No entanto, quando foi colocado em prática, muitos servidores relataram situações que, inclusive, configuram assédio moral.

Antes de deixar a Sede do Sintero, Daniel Pereira disse que ainda naquela noite teria uma reunião com o governador Confúcio Moura para tratar de outros assuntos, mas que iria inserir a greve na pauta.

Disse que no dia seguinte iria a Brasília discutir a transposição, pois a transferência de servidores para a folha da União ajudaria o estado a economizar recursos financeiros.

O deputado estadual Maurão de Carvalho disse que ficou estarrecido com o relato que ouviu do Sintero, com a quantidade de servidores que aguardam a tramitação de processos de aposentadoria, e disse que procurou investigar a situação salarial dos professores e dos Técnicos Educacionais, chegando à conclusão que Rondônia ocupa o penúltimo lugar no ranking dos piores salários do país.

O presidente da Assembleia Legislativa lembrou que diante dessa situação, procurou o governador Confúcio Moura e manifestou sua preocupação com a educação no estado.

Ao final da reunião, os diretores do Sintero disseram que aguardam um retorno do governo, que aquele foi o primeiro contato com o governo após o anúncio da greve, mas isso não impediria a deflagração do movimento grevista.

Os diretores do Sintero estão mobilizando a categoria em todo o estado para reforçar o movimento, pois só através da luta é que os profissionais da educação conquistarão os seus direitos, então não respeitados pelo governo.

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