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POLICIA: Vídeos inéditos podem reabrir caso Pesseghini

Imagens que colocam em dúvida conclusão de inquérito nunca foram analisadas pela perícia

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Marcelo Rodrigues, 21/07/2014 11h54

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Em 4 agosto de 2013, Marcelo Pesseghini, de 13 anos, assassinou a sangue frio seus pais, ambos policiais militares, a avó materna e a tia avó. No dia seguinte, tirou a própria vida na casa da família, na Brasilândia, zona norte de São Paulo. Essa é a conclusão da polícia sobre um dos crimes de maior repercussão no Brasil nos últimos anos, tese que pode estar prestes a mudar com a divulgação de vídeos inéditos sobre o que aconteceu na noite da chacina.

Família tenta provar inocência de Pesseghini (Vídeo: YouTube)

 

Centenas que horas de gravação, que nunca chegaram às mãos da perícia, podem provocar a reabertura do caso, dado como encerrado pela polícia.  Em uma sequência, gravada à 1h15 do dia 5 de agosto, mostra o carro prata que, segundo a polícia, era dirigido por Marcelinho logo depois da chacina.

 

Vídeo mostra vultos misteriosos no carro que seria dirigido por Marcelinho (Foto: Reprodução/Band)
Vídeo mostra vultos misteriosos no carro que seria dirigido por Marcelinho (Foto: Reprodução/Band)

 

O motorista – supostamente o menino - está com as mãos em cima do volante e no banco de trás se vê o que parece ser um vulto. O veículo com os faróis apagados estaciona e depois pisca quatro vezes a lanterna traseira, como se estivesse enviando um sinal. Para aumentar o mistério, cerca de 40 segundos depois dois carros escuros, com películas protetoras nos vidros,  passam em baixa velocidade.

Outro vídeo traz mais uma dúvida, com imagens que estão distantes e escuras por causa do horário. Mesmo assim, é possível ver que, pouco antes de Marcelo descer do carro, uma mancha escura aparece na parte de trás. Segundos depois o adolescente desce, aparentemente pela porta traseira.

Família luta para reabrir o caso

Como a justiça já deu o caso como encerrado, a família Pesseghini irá até o procurador geral da república, Rodrigo Janot, para pedir que a investigação seja feita novamente, só que desta vez pela Polícia Federal.

Em março, o Jornal da Band revelou que a testemunha chave do inquérito, um PM, mentiu. Ele disse que a família fez um churrasco horas antes do crime, mas estes bilhetes provam que eles estavam no cinema no mesmo horário, às 12h45.

O Departamento de Homicídios só requisitou as imagens da entrada, no caixa de pagamento e da praça de alimentação a partir das 13 horas, depois que a família já tinha entrado no shopping e comprado os ingressos. Por causa deste equívoco, as imagens que mostrariam os Pesseghini entrando no cinema foram apagadas.

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